Dá pra comprar eletrônicos com empréstimo consignado?

Por Eletropédia

27 de março de 2025

Quem nunca ficou tentado a trocar de celular, comprar um notebook novo ou aquela TV gigante com desconto imperdível? Em tempos de promoções agressivas e novas tecnologias surgindo todo mês, é fácil cair na tentação. E aí surge a pergunta: será que vale a pena usar um empréstimo consignado pra isso?

A resposta curta é: pode, mas com cautela. Comprar eletrônicos com dinheiro de empréstimo é uma prática comum — mas nem sempre é a mais inteligente do ponto de vista financeiro. Isso porque, apesar dos juros do consignado serem mais baixos, ainda assim você estará pagando mais caro do que se comprasse à vista.

Mesmo assim, em alguns cenários, pode fazer sentido. Principalmente se o equipamento for uma ferramenta de trabalho ou se estiver substituindo algo que quebrou e é essencial no dia a dia. Agora, usar o crédito só pelo impulso, sem planejamento? Aí o risco é alto, e a conta pode pesar por meses ou até anos.

Vamos falar com mais calma sobre isso? Abaixo, a gente descomplica essa ideia e mostra quando faz sentido — e quando não faz — usar um empréstimo consignado pra comprar eletrônicos. Vem comigo nessa análise.

 

O consignado pode ser usado para qualquer finalidade?

Sim, o empréstimo consignado pode ser usado pra o que você quiser. Diferente de outras linhas de crédito que têm destinação específica — como o financiamento de veículos ou imóveis —, o consignado cai direto na sua conta. Ou seja, o banco não controla onde ou como você vai gastar.

Por isso mesmo, muita gente utiliza esse recurso pra comprar eletrodomésticos, eletrônicos, fazer reformas ou até viajar. E, tecnicamente, não há nada de errado nisso. O problema é quando a compra é feita sem critério — só porque o dinheiro “tá fácil”. E é aí que mora o perigo.

O risco está em transformar um bem de consumo (que desvaloriza com o tempo) em uma dívida de longo prazo. Vale lembrar: os eletrônicos de hoje são os obsoletos de amanhã. E você pode estar pagando por um celular que já nem usa mais, enquanto a dívida continua firme e forte no seu contracheque.

 

Vale a pena usar crédito consignado para isso?

Essa pergunta tem uma resposta que varia de acordo com o contexto. O crédito consignado tem, sim, uma das menores taxas de juros do mercado. Mas continua sendo um empréstimo — ou seja, tem custo. E esse custo precisa ser justificado.

Se o eletrônico for essencial (um computador novo pra trabalhar, por exemplo), e você não tem outra forma de comprar, o consignado pode ser uma solução viável. Melhor do que parcelar em mil vezes no cartão, com juros altíssimos. Agora, se for uma compra por impulso, ou apenas pra “atualizar” o modelo que você já tem, talvez seja hora de repensar.

Outro ponto importante: lembre-se que o desconto é direto no salário ou no benefício. Isso tira sua flexibilidade financeira nos próximos meses ou anos. E tudo por um bem que, com o tempo, vai perdendo valor e utilidade. Ainda vale a pena?

 

Como simular antes de tomar essa decisão

A melhor forma de saber se a compra faz sentido é simular empréstimo antes. Calcule o valor final, a quantidade de parcelas, o impacto no seu orçamento e o custo total do crédito. Muitas vezes, o número final assusta — especialmente quando comparado ao valor original do produto.

Fazer a simulação também te permite testar diferentes prazos. Às vezes, diminuir o número de parcelas pode reduzir bastante os juros. Em outros casos, alongar um pouco pode deixar a parcela mais leve. Mas tudo precisa ser feito com consciência — sem aquela pressa de quem está na loja e quer resolver logo.

E se, ao simular, perceber que o custo total do empréstimo quase dobra o valor do eletrônico… talvez seja hora de adiar a compra ou buscar outra alternativa. Afinal, tem coisa que é desejo — e tem coisa que é necessidade. E saber a diferença entre uma e outra muda tudo.

 

O perigo da contratação por impulso no ambiente online

Hoje em dia, fazer um empréstimo online é questão de minutos. Dois cliques e o dinheiro cai na conta. Mas essa facilidade toda também abre espaço pra decisões impulsivas — especialmente quando combinada com promoções relâmpago, ofertas por e-mail e aquele bombardeio de anúncios nas redes sociais.

Se você está pensando em usar o consignado pra comprar um eletrônico, fuja da contratação apressada. Respire. Faça a simulação. Compare preços. Veja se realmente precisa daquele item agora. Porque o marketing digital é poderoso — e muitas vezes faz a gente acreditar que precisa de algo que, na real, é totalmente dispensável.

Outro ponto: tenha certeza de que está contratando o empréstimo com uma instituição séria. O ambiente online também é terreno fértil pra golpes. Evite intermediários e sempre desconfie de propostas “boas demais pra ser verdade”. Segurança e planejamento andam lado a lado quando se trata de dinheiro.

 

Aposentados e o uso consciente do empréstimo consignado INSS

O empréstimo consignado INSS é muito procurado por aposentados que querem comprar um eletrônico novo — seja um celular, tablet ou notebook. Às vezes, é pra manter contato com a família, estudar ou resolver questões do dia a dia. E tudo isso é legítimo, claro. Mas é aí que entra a importância do uso consciente.

A renda do aposentado costuma ser fixa. E qualquer valor descontado mensalmente tem impacto direto na rotina. Comprometer essa renda por anos pra comprar algo que pode durar bem menos do que o contrato… pode ser um mau negócio. Ainda mais se for só por desejo, e não por necessidade real.

Se for mesmo essencial, tudo bem — desde que o valor da parcela caiba no bolso e o tempo de contrato não seja longo demais. E nunca, jamais, aceite propostas feitas por telefone sem ter certeza da origem e dos termos do contrato. A pressa é inimiga da segurança — especialmente quando o assunto é empréstimo.

 

Alternativas ao empréstimo: sempre existe um plano B

Antes de recorrer ao consignado, vale considerar outras opções. Já pensou em juntar por alguns meses e comprar à vista? Ou buscar promoções com pagamento em poucas parcelas e sem juros? Às vezes, esperar um pouco pode evitar um endividamento desnecessário — e ainda garantir um preço melhor.

Outra alternativa é buscar linhas de crédito com prazos mais curtos. Ou até mesmo conversar com alguém da família para um empréstimo informal — claro, com responsabilidade. A ideia é avaliar todas as saídas antes de entrar em uma dívida que vai acompanhar você por um bom tempo.

Seja como for, o mais importante é que a decisão seja planejada. Porque comprar algo novo é gostoso, claro. Mas comprar com consciência e sem pesar no orçamento… aí sim é um verdadeiro upgrade na vida.

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